quinta-feira, 13 de maio de 2010

Orvalho



E no estranho caminho que divide as "coisas" nos deparamos com "adversidades" nada que seja tão mal assim, mais, que costuma causar uma estranheza de inicio. O orvalho está lá a noite (madrugada) toda, mais apenas pela manhã é que paramos pra observar. Isso Talvez se explica naquela famosa citação de que "só damos valor as coisas quando perdemos!" o orvalho vai sumir em instantes!, o orvalho não habita a manhã porque seu lar é a noite! talvez se o dia for frio ele dê o ar da sua graça, mas, não por muito tempo... Eu tô viajando muito nesse assunto de orvalho, mais, imagine isso em outras circustâncias e com outros envolvidos....


Repara na canção tardia
que timidamente se eleva,
num arrulho de fonte fria.
O orvalho treme sobre a treva
e o sonho da noite procura
a voz que o vento abraça e leva.
Repara na canção tardia
que oferece a um mundo desfeito
sua flor de melancolia.
É tão triste, mas tão perfeito,
o movimento em que murmura,
como o do coração no peito.
Repara na canção tardia
que por sobre o teu nome, apenas,
desenha a sua melodia.
E nessas letras tão pequenas
o universo inteiro perdura.
E o tempo suspira na altura
por eternidades serenas.


Cecília Meireles

Construção



Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego...


(trecho da música Construção de Chico Buarque)

Legal essa música de Chico Buarque, nem costumo escutar muito mais, de quando em vez me bate alguma coisa que não sei explicar direito e saio de minha rotina. Ainda bem por isso!!!, e olha que muita gente me acha atipico mais muito pelo contrário, eu sou igual a todo mundo apesar de parecer um pouco "diferente". Estudar, trabalhar, brincar,... ROTINA!

Espanto




A idéia de se espantar com companhias e idéias de pessoas "proximas" a nós pode parecer um pouco estranho, màs, acresenta sempre alguma coisa a ser aproveitada nas nossas vidas, me imagino sem a idéia de que eu sou de um jeito e quero aprender mais e me tornar um outro; é uma ofensa ao esforço que a vida faz pra seguir seu romo, e tambem aos esforços que sempre fazemos para nos adaptar as mais diversas situações. Ok isso parece um pouco estranho, mais como a ideia muda a visão que temos do mundo, logo, mudando a visão que temos de nós mesmos, muda tambem nossa "imagem", ideias evoluem... Interesante é que parei no ponto em que os espantos não são da idéias de outras pessoas, mais sim da visão que as pessoas tem de mim...

Parado, sentado, pacato
Movi, tristeza, beleza
olhando retrado quadrado
Munido de estranha clareza

Corrente mandou informante
Atravessar a rua sombria
Trazendo na mão com desgosto
A resposta da sua agonia

Uma carta banhada de sangue
Escrita em ultimo momento
A despedida da ideia de outro
Que em apse atingio o consenço.


(Robson Amorim)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Julgamento Cerrado



-Hoje é o dia do seu julgamento, o que você tem a dizer em sua defesa?

-Nada! pois só se defende quem é culpado de algo.

-Como ousa a ter tanta confiança em suas ultimas palavras?

-Apenas digo-lhe a verdade, se sou merecedor do paraiso então que seja sem muita conversa pois, de lutar e argumentar por coisas fiquei tão farto que vim pra cá!

FIM... (com três pontos)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Tempo



Me peguei a pensar no tempo, se o que eu faso corresponde a verdadeira ordem cronológica da coisas ou se estou com o passar do tempo me estagnando em algum ponto de minha história inacabada. Tudo bem que eu não sou aquele que muitas pessoas se espelham ou um futuro exemplo, longe disse tento criar mais incoerente e despojadamente possivel minhas escolhas tão minunciosamente escolhidas. Mais mesmo assim me sinto "paralizado" de uma maneira que consigo sentir mais que explicar. Sabe aquela sensação de "falta algo!",pois... está se tornando mais frequente que o habitual.

Uma vez eu tinha um controle sobre algo
Mais perdi tudo quando pensei que tinha achado
Aquele detalhe tão infimo, se eu tivesse me preocupado,
Estaria mais tranquilo e não me sentindo tão abalavel.
procuraria escrever as coisas de maneira mais confortavel
seria reconhecido pela coisa mais louvavel
tirando o encargo de obigação por uma coisa tão amavel
Que esgueirada nos cantos como algo findavel
Olharia o tempo a procura do inadiavel.


(Robson Amorim)

ELEVADOR



Estava eu ali acompanhando de uma amiga para resolver assuntos financeiros quando no caminho me deparo com um normal e corriqueiro elevador. Nada de mais nos aguardava alí mais mesmo assim o receio de entrar naquele pequeno "cômodo" se instalou entre agente. Estavamos apreencivos mais ninguem falou nada e deixou as coisas nas mãos do acaso. Ao passo que as coisas iam correndo como esperado, ouve um silêncio súbito e paramos no andar indicado com uma urgência em falar alguma coisa que tambem não sabiamos o que era. Olhamos um para o outro sorrimos pensando ter acabado. Voltamos e o mais estranho foi: o elevador abria e fechava a porta sem sair do lugar, parecendo saber que estavamos apreencivos e queria almentar aquele sentimento até chegarmos não sei onde... ainda bem saimos com vida desse equipamento do terror!!

Queria ser o espelho e refletir o aço frio
Passando a imagem pretendida sem almenos cogitar
Tirando do fundo do medo o sentimento mais viu
Que na mente de muita gente poderia fazer vomitar

Olhei para ela e senti o que tinha em mim
Olhos procuravam respostas ou coisa similar
Parei um estante e pensei que saia de mim
Essa estranha sensação que nos fez paralizar

Acabou o sofrimento chegamos ao destino
Mais calmos e sorridentes nos propomos a ficar
Olhando de soslaio aquele estranho lugario
Que a alguns segundo nos fez tremelicar!


(Robson Amorim)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Reflexão parte I



Três dias de entorpescência ou mais, acredito que amanhã já esteja arregaçando as mangas. Muito "trabalho a fazer" e pouco tempo para recorrer, talvez o problema esteja em como organizo meu tempo, ainda essa semana tenho que comprar algo pra minha mãe, estou indesciso mais trabalho bem sobre presção. Nesse caso nem é presção mais algo que se não for feito vai encomodar depois, coisas que agente sabe até explicar o porque, mais a certeza muitas vezes esta no subcosciênte. Quem entende sentimentos???

Tecnologia macabra,
Onde esta a humanidade de poder matar com faca?
recorrer aos mais diferentes meios
para um fim que já não é segurado
tem gente que prefere morte de outro geito
do que acontecer de ser matado
Deixo aqui registrado minhas preferências
Estranho observar que de icognitas vai ser a sentença
da tão esperada resposta
para o fim que me atormenta


(robson Amorim)
 
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